quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meu bem, 

agora chega a hora de voltar olhar para ti mesma, é hora de buscar o teu conforto, o teu equilíbrio, a tua segurança. É hora de lembrar que os pilares que construíste são sólidos e que não será a presença ou ausência de uma pessoa na sua vida que mudará isso. É hora de lembrar que és inteira, feliz e forte, e assim se manter.

Flor, não se pode ter tudo o que se quer, e isso não é bom e nem mau. É chegada a hora de observar os movimentos do mundo e se manter em equilíbrio com as mudanças. Agora tu já tens maturidade bastante para vislumbrar o efêmero e continuar. Lembre-se das flores de cerejeira. Tudo é transitório, Deus em ti, não. Refugie-se nessa quietude e certeza. O caminho é in, e não out, Zézim.

Olhe para a tua dor, aprenda com ela e desapegue-se. Olhe para o seu amor, sinta-o e mande esse amor para ela e para o mundo. Pense nela, sinta saudades, mande bençãos e a deixe livre. Contemple a vida e deixe a vida viver. A vida sabe da vida, "life knows itself". Impor-se à vida é arrogância e prepotência. Tu és maior do que isso, tu podes mais do que isso. Sabes disso.

Tenha a fé que tu sabes que tem. Mantenha viva em ti a chama da confiança e da esperança. Ter fé em momentos de conflito é tão ou mais fácil do que em dias bons. Tenha em mente o conselho que recebeste: continue fazendo exatamente o que faz. Seja e amplifique o seu melhor, pois o melhor há de vir disso.

Paz para ti, minha menina. Força.

Lembre-se que, ainda que gota, tu és também oceano.


Amor, amor.

♡.


14.10.10

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

dia três

minha pele ainda guarda a marca de todos os teus beijos, meu corpo ainda se molda para receber teu abraço, meus olhos percorrem horizontes na busca de um só olhar-sorriso.
minhas mãos vacilam ao procurar espelhos nas suas. vozes e palavras brincam de esconder.
ainda procuro incertezas nas certezas, ritmo no descompasso. encasulo ternuras, carinhos e amores.
quiçá um dia nasçam borboletas...
Então,
             de todo amor não terminado

      seremos pagos

            em enumeráveis noites de estrelas.



- Maiakóvski, "o amor".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos.
No plano REAL: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto & aberto.

Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. Acho que fiz bem. Não só em relação a ele, mas a muitas outras coisas, quero que daqui pra frente a vida seja hoje.

A vida não é adiável.
[...]

Anyway, me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio, me dói não saber de que forma chegar a ele, sacudi-lo, dizer me olha, me encara, vamos ou não vamos nessa?

Bueno, os dados estão lançados, e agora só me resta lavar as mãos sujas do sangue das canções.




- caio f.

Noir

Que estranha sucessão de acontecimentos se deu nesse lugar.

Fréderic voltou às ruas, seu trompete fede a esgoto, whisky e mijo. Meu poeta sujo limita de novo suas canções às calçadas, dizendo precisar de escuridão.

Naturalmente, Beatriz-menina voltou a chorar. Não mais tem os cuidados de seu recém-adquirido pai e se fere ao vê-lo chegar em casa de camisas sujas, que outrora foram brancas, e deitar-se de qualquer forma no sofá, por vezes até chutando ou quebrando algum de seus brinquedos, por pura displicência. Displicência? Não julguem meu pobre poeta, ele achou sim que poderia fazer melhor que isso.

Quando viu um bebendo e outra chorando, Ana obviamente fugiu. Não suportaria tanto, pois só sobrevive na leveza. Correu. E eu que antes disso até pensei em comprar de novo tulipas vermelhas e dispô-las na mesa da sala, só para que ela que se sentisse em casa, só como uma falsa garantia de que não fugiria outra vez. No fundo eu já sabia que não moraria aqui, paredes não são para Ana. Nunca foram.

Quanto à Laura, ela trabalha, dança e se impacienta com todos esses conflitos. E ainda manda embora todos para novo ter a casa dela para ela - e assim cristalizar de vez a sua solidão.


(de 29/03/2008)






dito e feito.

le meilleur est à venir

(Brisons-là s'il te plait)
Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien
On s'débarrasse pas de moi comme ça

Tu croyais pouvoir t'en sortir,
En me quittant sur l'air
Du grand amour qui doit mourir
Mais vois-tu je préfère
Les tempêtes de l'inéluctable
A ta petite idée minable
On s'débarrasse pas de toi comme ça



- avant la haine - alex beaupain
How about love?
How about love?
How about love? Measure in love


Seasons of love. Seasons of love

Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes!
Five hundred twenty-five thousand
Journeys to plan.

Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes
How do you measure the life
Of a woman or a man?

In truths that she learned,
Or in times that he cried.
In bridges he burned,
Or the way that she died.

It's time now to sing out,
Tho' the story never ends
Let's celebrate
Remember a year in the life of friends
Remember the love!
Remember the love!
Seasons of love!

Oh you got to got to
Remember the love!
You know that love is a gift from up above
SHARE love, GIVE love SPREAD love
Measure measure your life in love.








- Rent

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Five hundred twenty-five thousand six hundred minutes. Five hundred twenty-five thousand moments so dear. Five hundred twenty-five thousand six hundred minutes. How do you measure, measure a year? In daylights, in sunsets, in midnights, in cups of coffee. In inches, in miles, in laughter, in strife. In five hundred twenty-five thousand six hundred minutes - how do you measure a year in the life?
 - Rent

nem mesmo a matemática

Trezentos e sessenta e cinco, quinhentos e trinta e quatro. 

Como medir?

Oitocentos e vinte três. 

Hoje eu me apego aos números para dar forma ao tão efêmero, tão etéreo.

Vinte sete. Quarenta e dois. 

Números concretos e palpáveis, para compensar o que me escapa.

Treze. Raiz quadrada de menos um. 

Imaginário.

Irreal.

Invisível.

Incômodo.

Intocável.